O Governo moçambicano está a reforçar as medidas de prevenção e combate à criminalidade, numa altura em que a segurança pública continua entre as principais preocupações da população. A estratégia passa pelo fortalecimento da capacidade operativa das instituições de defesa e segurança, pela melhoria da coordenação entre os diferentes órgãos e pelo desenvolvimento de mecanismos capazes de responder de forma mais rápida aos fenómenos criminais que afectam o país. A prevenção e o combate ao crime têm sido apresentados pelas autoridades como componentes fundamentais para garantir estabilidade social e proteger cidadãos e investimentos.
Entre os fenómenos que continuam a exigir maior atenção estão os raptos, tráfico de drogas, criminalidade organizada, contrabando e outras redes ilícitas com capacidade de atravessar fronteiras. Em Julho de 2026, o Presidente Daniel Chapo reiterou o compromisso do Governo de manter o combate aos raptos, destacando a necessidade de proteger a população e criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento económico. Paralelamente, as autoridades têm reforçado a cooperação na área da segurança marítima para enfrentar ameaças como a pirataria, o tráfico de drogas e a pesca ilegal.
A preocupação com a criminalidade também está ligada ao crescimento de redes organizadas que utilizam meios financeiros, tecnológicos e logísticos cada vez mais sofisticados. Neste contexto, o combate à insegurança exige não apenas operações policiais, mas também investigação criminal, partilha de informação, controlo das fronteiras, modernização tecnológica e maior articulação entre instituições nacionais e parceiros regionais. A abordagem procura atacar as estruturas que sustentam o crime, em vez de limitar a intervenção à detenção dos seus executores.
Para o Governo, o reforço da segurança deve igualmente contribuir para a criação de condições favoráveis ao investimento, circulação de pessoas e bens e desenvolvimento das comunidades. O desafio consiste em garantir que as medidas de combate ao crime sejam acompanhadas por prevenção social, oportunidades económicas para os jovens e fortalecimento das instituições de justiça. Assim, a luta contra a criminalidade em Moçambique assume uma dimensão que vai além da actuação policial, envolvendo também governação, desenvolvimento económico, justiça e participação comunitária.
